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Artigo

Inovação incremental vs. inovação radical

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No âmbito da Indústria 4.0, é essencial que as empresas desenvolvam uma visão clara relativa ao seu posicionamento neste novo paradigma. Há que definir objetivos, investimentos, riscos e desafios numa estratégia clara e objetiva.

A tecnologia em si só não tem poder de transformação se for implementada isolada de uma estratégia bem guiada. Contrariamente, a tecnologia e os ativos são alavancados por um planeamento aprimorado e verificações regulares de status.

Conhecemos já algumas das vantagens da implementação da Indústria 4.0, como o aumento da eficiência e produtividade, redução de erros, e melhorias de flexibilidade e qualidade.  Para além dos benefícios mencionados, a Indústria 4.0 cria também a possibilidade de exploração de novas áreas de negócio. Dessa oportunidade surge a necessidade de definir o balanço do investimento entre inovação incremental e o inovação radical.

  • A inovação incremental refere-se a alavancar o modelo de negócio existente, procurando melhorias nos produtos existentes através da construção de capacidades e recursos para gerir o presente (objetivos organizacionais de curto prazo e para fazer face à concorrência atual).
  • A inovação radical é mais disruptiva e procura criar novos modelos de negócio, através da inclusão de novas competências técnicas para gerir o futuro (metas estratégicas e vantagem competitiva face a concorrência futura).

Qual é então a direção que deve seguir? Cabe a cada empresa definir a distribuição dos recursos por cada uma destas iniciativas.

Será que deverá ter uma abordagem mais conservadora e apostar mais em inovação incremental? Ou assumir o risco e investir os seus recursos em inovação radical? De modo geral, não há necessidade de alocar todos os recursos numa só abordagem. No final do dia, é melhor encontrar um equilíbrio entre as duas abordagens.

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